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Sábado, 15 de Outubro de 2016 às 13:15

Cineteatro exibe documentário sobre Prof. Iraci Borges, de Trindade

Neste domingo, 16 de outubro, às 16h, o Cineteatro Afipe terá uma programação extra, em comemoração aos 92 anos da Prof. Iraci Borges, de Trindade (GO), com a exibição de um documentário sobre ela, a fé e a dedicação à educação.

Iraci Borges é natural de Urutaí (GO) e, aos 25 anos de idade, chegou a Trindade e se encantou pela cidade. Para ela, foi um chamado do Divino Pai Eterno. “Meu padrinho telefonou dizendo que havia uma vaga para professora e eu respondi imediatamente que aceitaria. Eu já havia sonhado há um dia com a Imagem do Divino Pai Eterno. Então eu acredito que a minha vinda foi um chamado do Dele”, afirmou.

Iraci foi professora em Trindade por 43 anos. Uma missão que ela exerceu com muita dedicação e amor. Além de ser professora, de estar em sala de aula, ela contou que também fundou algumas escolas: “Em longo prazo foram umas dez escolas. A cidade tinha muita necessidade, as crianças vinham de muito longe e aquilo que chamou atenção. Eu sondava as regiões, saia a pé, porque não tinha carro naquela época em Trindade”.

Nascia daquela força de vontade uma grande história. Um verdadeiro exemplo de vida e de amor ao próximo. Sempre dedicada às escolas, aos alunos e à educação de cada um deles, ela sonhou muito e jamais imaginou que esse sonho chegaria tão longe. “Na época eu jamais poderia pensar que um dia nosso trabalho fosse reconhecido. Hoje eu sinto gratidão”, declarou.

Fotos pela casa mantém viva na memória a lembrança das salas de aula. Iraci, que um dia chegou à cidade sozinha, construiu a sua história e cresceu junto com Trindade. “Eu trouxe pra cá aquela bagagem. Teatro, exposição de artes. Ataquei também a parte esportiva, fundando a quadra de vôlei”, pontuou.

E toda essa história cheia de oportunidades e realizações, ela atribui ao Divino Pai Eterno: “A minha devoção ao Divino Pai Eterno é muito forte, foi Ele que me trouxe para Trindade”.

Hoje ela é reconhecida por onde passa. Reconhecimento que veio depois de ter enfrentado muitas dificuldades. Mas a luta para oferecer o melhor às crianças daquele tempo era ainda maior e ela não desistiu. “Foram muitas dificuldades, muitas barreira e pedras, mas numa certa ocasião eu disse, quanto maior eram as pedras no meu caminho, maior era o incentivo para continuar a caminhada”, contou.

E se pudesse voltar ao passado, ela afirmou com toda certeza que faria tudo de novo: “Faria e com muito prazer, porque afinal de contas eu nasci para servir e não para ser servida. Trindade representa a minha casa, o meu lar”.